Software para gestão de projetos

Posted September 27th, 2011 in Gestão by felipepavao

Como alguns sabem, nesses últimos tempos estive empenhado no desenvolvimento da minha empresa de aplicativos digitais, a Top Lab. Estamos trabalhando em alguns projetos e nesse tempo (como puderam perceber o meu sumiço) testamos diversos sistemas de gerenciamento de projetos. Passamos pelo Teambox, Paymo e Redmine, mas nada que pudesse nos agradar efetivamente.

Então, gostaríamos de saber: qual o seu software preferido para gerenciamento de projetos ?

Na medidade que conhecer novos softwares, compartilharei minha experiência de uso deles com vocês.

Estamos de volta!

O funcionário que detona seu negócio

Posted June 10th, 2011 in Gestão by felipepavao

A inspiração para o tema deste artigo veio após minha última visita a Porto Alegre. Para viajar, utilizei pela segunda vez os serviços da companhia Webjet e tive uma experiência um pouco diferente da primeira.  Nas linhas que se seguem, vou relatar as diferenças que pude perceber entre o serviço que empresa oferece atualmente ao anterior, além de discorrer sobre o assunto principal do título do artigo.

As diferenças da Webjet

Cheguei no Galeão (Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim) 1 hora antes como praxe, para realizar check in. Todo o procedimento inicial, inclusive o de embarque, foram lineares e feitos de forma padrão. Adentrando a aeronave (infelizmente não lembro o seu modelo) recebi da primeira comissária um cardápio. Não entendi bem a ação, porém o aceitei por educação. Após sentar em minha poltrona (não sei porque não era RECLINÁVEL) pude perceber que se tratava de um cardápio de produtos oferecidos durante serviço de bordo da do voô. Entretanto, para minha surpresa, os produtos do cardápio tinham preço, que deveriam ser pagos no ato da comissária recolher os pedidos. Acho a medida interessante caso o preço das passagens seja impactado. Caso contrário, a empresa está apenas querendo tirar um troco maior em cima do cliente, uma vez que o bilhete implicaria o valor dos produtos oferecidos. Não posso afirmar que houve um lucro da minha parte pois essa minha viagem foi custeada por um cliente, mas um fator negativo que pude perceber nessa ação é que os comissários aceitavam como pagamento apenas dinheiro de PAPEL.

O serviço

O voô e os serviços transcorriam de forma padrão, mas como sou muito observador, percebia uma certa falta de ânimo dos comissários e também um certo desleixo em pequenos detalhes. O fatídico ato que me inspirou a escrever estas linhas aconteceu já no desembarque, em solo Porto Alegrense. Fazia frio intenso e chuvia também. Enquanto alguns passageiros desembarcavam pela frente da aeronave, foi autorizado o desembarque pela parte traseira. Entretanto era necessário que um funcionário ficasse embaixo da escada orientando os passageiros para que não passassem sob a asa. Foi quando a bela comissária auxiliar soltou a pérola: – “Eu não vou, pois não sou obrigada.”. Essa única frase me fez pensar em dizer rapidamente a ela que era sim sua obrigação servir a seus clientes da melhor maneira possível, os instruindo de maneira correta a chegar no saguão do aeroporto. Além disso, também tive vontade de dizer que a única obrigação que ela não possuía no momento, era de trabalhar para a Webjet. Ela poderia pedir demissão e encontrar um outro emprego, outra profissão quem sabe. Mas eu respirei e pensei duas vezes e decidi não destruir o dia da bela comissária carioca, uma vez que certamente ela não teria uma boa reação, dada a tamanha insatisfação que apresentava.

Fazendo diferente

Fica muito claro para mim que o problema nessa história está na gestão. Certamente a Webjet não é uma empresa que ouve seus funcionários, e após consultar uma amiga que trabalhou para empresa, pude concluir que muitos outros funcionários apresentam insatisfação com as condições oferecidas pela empresa. Entretanto,  penso que as condições do jogo são passadas desde o início da contratação (a não ser quando a empresa vende aquele peixe podre para contratar colaboradores) e para se tornar um bom profissional e conquistar oportunidades de crescimento na empresa em que se está ou em outras, assim como essa minha amiga fez, deve-se adotar postura completamente diferente. Assim como a maioria das profissões que lidam com clientes diretamente, um comissário deve servi-los da melhor maneira possível não importando seus problemas pesssoais, suas insatisfações internas. Conheço casos de pessoas que conquistaram oportunidades de mudança de vida por atender um cliente tão bem que ele ofereceu oportunidade de emprego em sua empresa. Não sabemos o que temos pela frente, mas no final das contas, o bom serviço prestado tende sempre a nos reservar satisfação pessoal.

Conclusão

Para concluir, utilizando da técnica do futurologismo, posso afirmar que se não houver mudança na forma de gestão da Webjet, ela enfrentará sérios problemas de pessoal. Empresas que possuem alta rotatividade sem necessidade disso (o velho exemplo dos Call Centers, que realmente são empresas de primeiro emprego e tendem a ser temporárias na vida das pessoas) deveriam soar o alerta vermelho. Elas necessitam entender o real motivo de se seus funcionários não estarem vestindo a camisa e descobrir o mais rápido possível como reverter esse quadro, pois a  lógica é bem simples: o mal atendimento impacta diretamente os resultados pois afeta no processo de fidelização.

Uma empresa diferente

Posted April 15th, 2011 in Gestão by felipepavao

Hoje não tem texto mas tem um vídeo muito bom sobre como é o Facebook, talvez a empresa mais foda de se trabalhar atualmente. Confira o vídeo, vale o investimento de tempo:

Resultado da pesquisa sobre o ambiente de trabalho

Posted January 17th, 2011 in Gestão by felipepavao

Após alguns dias recolhendo as opiniões dos amigos, trago aqui a compilação do resultado obtido na pesquisa sobre o ambiente de trabalho. Permiti que 2 opções fossem escolhidas de propósito, pois lembro-me bem dos problemas que existiam quando trabalhei em escritório. Seria complicado escolher apenas uma opção, então vamos aos resultados e explanações. Essa pesquisa contou  187 votos e os tópicos a seguir já estão ordenados pela quantidade de votos.

Distância percorrida para chegar ao local

A opção “Distância percorrida para chegar ao local de trabalho” recebeu cerca de 25.67% e não restava dúvidas que esse tópico seria o campeão entre os outros. Eu pessoalmente sofri com a distância que enfrentava diariamente ao me deslocar de São Gonçalo até a Barra da Tijuca diariamente, o que custava em média de 3 a 4 horas diárias somando ida e volta. A cada dia vejo que não faz o menor sentido exigir que seu funcionário se desloque por grandes trajetos durante horas, atravessando um trânsito infernal para chegar ao local de trabalho. O meu questionamento fica em torno da possibilidade do home office. Com a internet banda larga difundida nos maiores centros, a possibilidade de utilização de programas como Skype para comunicação entre os funcionários, não há mais desculpas não haver essa modalidade de trabalho. Alguns podem questionar que manter o funcionário no trabalho o faz render mais. Agora você, caro amigo, responda sinceramente a pergunta: em que horário e lugar você é mais produtivo ? Quando pergunto isso a amigos mais próximos, alguns me respondem que é pela manhã ao acordar, outros no período pós-almoço até as 20h, e alguns outros pela madrugada. Por que não possibilitar que o funcionário trabalhe onde ele desejar e no horário de sua preferência ? O custo de manter um funcionário em casa é muito menor do que no escritório. Além disso, fornecendo uma infraestrutura básica e definindo um planejamento de entregas transparente, o funcionário será totalmente responsável para cumprir com o acordo. Isso é Geração Y. Sou a favor do home office e só acredito que seja necessário a presença das pessoas em situações muito pontuais.

Burocracia interna excessiva (em relação a processos)

Com 20.32% dos votos, este tópico faz referência aos processos que uma organização cria ao longo do tempo e que podem matar as iniciativas empreendedoras e inovadoras internas da empresa. Coisas do tipo:

  • “Preciso de um equipamento novo, enviei uma solicitação para Compras e estou aguardando”;
  • “Sua ideia é legal mas não temos tempo para colocar em prática”;
  • “Rapaz, mande um email para a lista xpto@org.com que será encaminhando ao departamento XYZ. Alguém irá te responder em breve.”;
  • “Precisamos contratar o estagiário, mas ele ainda não se formou…”;
  • “Esse fulano é bom demais, mas tem um problema de não conseguir chegar no horário, as 8h da manhã…”
  • “Apresentamos o novo sistema de ponto…”;

Se alguém tiver mais pontos burocráticos, favor compartilhar, pois já tem 7 meses que eu não sei o que é isso =).

Reuniões desnecessárias organizadas pelos chefes

Ah, os chefes. Foram responsáveis por 19.25% dos votos. Esse tópico poderia fazer parte da burocracia interna, mas resolvi destacar pois os chefes são responsáveis por tornar sua vida em uma empresa maravilhosa, ou não. Podemos dividir os chefes em duas categorias: os líderes servidores e os chefes idiotas. Os servidores são aqueles que você nunca nota sua presença, mas quando precisa, ele está lá para direcionar e motivar. São verdadeiros líderes em favor da companhia, fazendo com que você, motor da organização, produza na maior velocidade possível. Já os idiotas…, esses são idiotas mesmo. Como são estúpidos e centralizadores, adoram reuniões para mitigar pontos. Interrompem sua equipe por diversas vezes durante a semana para entender o que está sendo feito. Esse fenômeno é causado pela insegurança, pois este maldito ser não confia no trabalho de seus colegas, por não saber delegar tarefas. Se for possível, ele tentará aprender suas competências para poder cobrar e punir, caso aconteça algum problema. Mas os chefes idiotas não ficam muito tempo em equipes inteligentes. Ele é remanejado, pois a maioria das empresas brasileiras, patriarca dos incompetentes, nunca os demite. Enquanto isso milhares de dinheiros são jogados no lixo com reuniões improdutivas e funcionários insatisfeitos.

Ambiente barulhento

“Ao chegar no trabalho, era a sensação de estar em um mercado de peixes.” 17.11% dos votantes concordaram com  essa citação, que é minha mesmo hehe. Foi o que senti em algumas empresas por onde passei. Algumas equipes proibiam o uso de fone de ouvido, em favor da famigerada programação em par. Eu acho muito legal programar em par, para compartilhar conhecimento e dividir decisões, mas não o dia inteiro. Existem momentos onde há a necessidade de concentração extrema. É nesse momento que não pode haver barulho nem distrações. Então a minha sugestão para as empresas é que, caso não haja muito o que fazer com o barulho, deixe o colaborador utilizar seu pobre do fone de ouvido e ser feliz.

Incompetência de outros colegas

Então, quem já não teve um coleguinha que chegou em sua equipe a peso de ouro e, além de saber muito menos que você, também produz muito pouco ? Segundo a pesquisa, 12.83% dos votantes concordaram com a opção. Com esse momento econômico em que vivemos, as empresas estão contratando com fervor. Porém, as organizações esquecem de valorizar seus colaboradores antigos. O resultado disso é mais dinheiro jogado no lixo. Colaboradores antigos ficam insatisfeitos, novos colaboradores não produzem, a velocidade da equipe também cai, e os gestores ficam insatisfeitos. Portanto, peço as empresas 3 coisas: tenha responsabilidade ao contratar, valorize seu profissional mais antigo e por último, não tenha medo de demitir incompetentes. Uma dica é deixar as própria equipes escolherem seu futuro colega de trabalho. O RH não deveria ter nada a ver com contratação, foi mal!

Frio absurdo devido ao potente ar-condicionado

Para finalizar, apenas 4.81% dos votantes escolheram essa opção, que para mim é o grande fator de cada vez mais termos funcionários doentes. Segundo uma daquelas pesquisas que a gente não sabe de onde é, mas certamente é de uma Universidade Inglesa, uma das fontes geradoras de doenças em ambientes corporativos é o ar-condicionado. Sim, ele mesmo, que aqui no Rio de Janeiro é o salvador da pátria no verão, está tornando cada vez mais as pessoas alérgicas e doentes. São os famosos prédios doentes, infestados de fungos e qualquer outra porcaria que vá destruir sua imunidade. Para não perder mais dinheiro as empresas precisam olhar com mais carinho seu sistema de refrigeração. É importante não desperdiçar energia e manter seus funcionários os mais saudáveis possíveis.

Conclusão

Acredito que os pontos da pesquisa são pontos chave para atrair e reter talentos em sua empresa. O tempo passa, a competição está acirrada e cada vez é mais difícil manter um bom profissional.  Então o recado fica para o empresário: você precisa aceitar a nova geração e mudar, por que senão será engolido por ela. Espero que isso aconteça, de fato.

Pesquisa sobre ambiente de trabalho

Posted December 20th, 2010 in Gestão by felipepavao

Como meu último artigo sobre escritório teve uma audiência enorme, porém nenhum comentário aberto (obviamente devido exposição perante aos empregadores), decidi estudar mais e pesquisar para entender sobre esse ambiente em que deveríamos ser produtivos e muitas das vezes isso não acontece.

A pesquisa é feita de forma anônima, então não se preocupe com alguma exposição.

Odeio o escritório

Posted December 15th, 2010 in Gestão by felipepavao

Não é de hoje que comento isso com meus amigos mais próximos e este foi o fator preponderante para sair de minha última empresa e trabalhar em casa: eu odeio o escritório. Não faz sentido você perder 3 horas da sua vida em deslocamento, sofrer interrupções constantes durante sua jornada de trabalho e chegar ao final do dia com o sentimento que não fez nada. É exatamente isso que a maioria das pessoas sentem quando o relógio se aproxima das 18 horas: “eu não consegui terminar nada”. Bom, Jason Fried, sócio da 37 signals e autor do livro Rework também pensa dessa forma e compartilhou em uma edição do TEDx algumas dicas de como tornar o escritório mais interessante. Segundo ele, deveríamos priorizar a diminuição das interrupções diárias, não participando de reuniões, utilizando Instant Messengers para comunicação interna entre outras medidas mais radicais. Confira o vídeo abaixo e pare um pouco para pensar:

Comportamento humano e o ambiente corporativo

Posted March 18th, 2010 in Gestão by felipepavao

Venho percebendo por todas as empresas por onde passei que algumas pessoas apresentam um comportamento não muito “ideal” no que tange a divisão de tarefas mais desafiadoras e as mais triviais. Ainda não pude concluir o motivo desse tipo de comportamento, mas espero encontrar mais respostas aqui neste espaço.

Todo tipo de trabalho é dividido entre atividades triviais e desafiadoras. Nós tendemos a rejeitar as triviais por acharmos que podemos contribuir mais para a empresa em que trabalhamos. Entretanto, quando se trabalha em equipe, é preciso entender que as outras pessoas que compartilhamos a maior parte do dia também tem o mesmo desejo: contribuir mais para a empresa. Portanto eu penso que, uma das características da maturidade profissional é ter discernimento sobre essa divisão de atividades: um dia você encara um desafio maior, outro dia você permite que seu colega encare.

Fazendo isso, é possível que os próprios colegas de trabalho consigam manter sua equipe motivada, sem a intervenção de um gerente. Falando por mim, acredito que todas as pessoas da minha equipe (que desenvolve software web) tem muito tesão no que faz e ficaria feliz em poder sempre enfrentar desafios maiores, e não ficar no marasmo da mesmice. Todos aqui brigam por isso e é muito satisfatório ver esse comportamento.

Por outro lado, já ouvi de ex-gerentes que deveríamos encarar, mesmo as tarefas triviais, como desafiadoras. Esse argumento, no fundo, tem um sabor psicológico da relação empresa x empregador: se recebe dinheiro por isso, deve fazer e pronto. Entretanto, penso que a grande maioria das pessoas que trabalham comigo não estão aqui apenas por dinheiro: elas querem se sentir desafiadas, motivadas e valorizadas.

Agora, voltando a questão do comportamento humano citado anteriormente, podemos concluir que se trata de falta de maturidade profissional (falta de percepção) ou egoísmo mesmo (uma falha de caráter) ?