Post rápido para comentar sobre uma nova atualização do WordPress, o CMS que estamos utilizando aqui no Blog da Fábrica e no {PrimeiraChance}. Nesta atualização, a equipe que desenvolve o WordPress corrigiu algumas falhas de segurança e funcionalidades. Você pode ver uma boa explicação de como atualizar o WordPress sem ter que alterar todo o sistema do PBlog.
Crescimento e política de cache em blogs
Em qualquer projeto sério que utilize a internet como plataforma, vários fatores devem ser levados em consideração antes de colocarmos uma aplicação em produção. E esses fatores também devem ser considerados quando implementamos um blog que pretenda ter um público razoável. Um dos fatores que irei abordar agora, e que é muito importante, é a política de cache que blogs devem adotar. Esta explicação será baseada na plataforma de blogs WordPress, pois é a que mais utilizo nos blogs que desenvolvo.
Mais uma vez irei mencionar o {PrimeiraChance} aqui, pois implementei um sistema de cache nele utilizando um plugin do WordPress. Como mencionei em um post anterior, após algumas mudanças para otimização do {PrimeiraChance}, a visitação oriunda dos motores de busca subiu consideravelmente (cerca de 400%) em um período de 2 semanas e o site já apresentava sinais de lentidão para renderizar as páginas.
Após pesquisar pelas melhores opções de plugins de cache para WordPress, fiquei na dúvida entre utilizar o Super Cache e o 1 Blog Cacher. Optei pelo 1 Blog Cacher para realizar testes e estou gostando bastante do resultado. Este plugin faz exatamente o papel que um sistema de cache estático de páginas faria, como armazenar páginas que ainda não foram acessadas em diretórios, para que uma futura requisição seja mais rápida que a anterior. E este plugin é inteligente o suficiente para identificar páginas que estão armazenadas e que foram alteradas, seja com comentários ou com a atualização do conteúdo da página e, fazer a atualização da página armazenada . Você pode ler mais sobre a instalação e configuração do 1 Blog Cacher no blog do Leo Cabral.
Futuramente falaremos de mais fatores que precisamos observar para implementar aplicações web corretamente, evitando futuras dores de cabeça por falta de planejamento.
Sobre blogs corporativos
Este artigo não pretende explicar o que é um blog corporativo, pois em uma busca rápida pelo Google encontramos diversos sites que ilustram muito bem o tema. Uma boa explicação sobre isso pode ser encontrada no blog Sinestesia, onde a autora aborda diversas características, como por exemplo, a diferença de blogs criados por fãs de um produto/empresa daqueles blogs criados pela própria empresa, servindo como um canal de comunicação com seu público.
Sendo assim, o ponto que irei focar a partir de agora será: como uma empresa deve se comportar quando decide abrir um canal de comunicação tão sincero e direto com seu público ?
Em primeiro lugar, os executivos da empresa devem ter ciência que, ao decidir criar um blog corporativo, estarão sujeitos a interação direta com seus clientes. E esse tipo de relacionamento pode gerar dois tipos de comportamento: o de admiração ou o de repulsa.
Ao expor as ações internas ou externas neste tipo de canal tão democrático, é preciso estar preparado para reação das pessoas. O responsável pelo conteúdo do blog corporativo deve primar pela transparência. Vamos exemplificar algumas das ações que podem ser trabalhadas em um blog corporativo.
1) Lançamento de produto
É a primeira ação que as empresas constumam fazer e é muito válido. Anunciar produtos e solicitar opinião (feedback) para melhora deles também é muito interessante.
2) Fidelização do cliente com o site institucional
Partindo da premissa básica que um site institucional deva ter todo tipo de material relacionado a empresa, o blog pode ser utilizado para gerar mais visitação. Vamos imaginar que alguém tenha alguma dúvida sobre algum produto, e na seção “FAQ” do site tenha a resposta. Automaticamente seríamos levados a colar o conteúdo daquela dúvida em um comentário/resposta no blog. Ao invés disso, podemos colar o link e fazer o usuário ir ao site para responder sua dúvida. Desta forma, com certeza, ele passará na seção “FAQ” antes de emitir uma nova dúvida.
3) Retratação
Algumas empresas não admitem que podem errar com seus clientes. As empresas são feitas de pessoas, e pessoas erram, naturalmente. Utilizar o blog corporativo para se posicionar sobre erros cometidos cria uma sensação de transparência e humanidade. É uma oportunidade também para ouvir seus clientes e assim ajudar a empresa em mudanças de processos internos e melhora.
4) Falar sobre o mercado
Também é algo básico mas é bastante interessante. Os usuários que procuram um blog corporativo, além de terem interesse pelas novidades da empresa, também gostam de saber sobre o mercado que as cerca. O blogueiro deve estar ligado em novas tendências, novidades tecnológicas e tudo mais que a empresa tenha interesse e que possa ser compartilhado com seu cliente.
Existem outros pontos que podem ser abordados em um blog corporativo e com certeza iremos falar, assim como falaremos também sobre o que não é interessante fazer em um blog corporativo. Citarei alguns exemplos de empresas que erraram quando iniciaram neste novo canal.
SEO e Google Analytics melhoram o {PrimeiraChance}
Como eu disse no post inicial, assim que forem surgindo temas interessantes, também iremos falar de nossos cases e de como temos solucionado nossos problemas. Esta semana aconteceu um fato interessante em um de nosso projetos. O {PrimeiraChance} é um blog onde divulgamos vagas de estágio e trainee gratuitamente. Estávamos fazendo campanha de divulgação apenas no Orkut e a visitação ainda estava baixa. Precisávamos tomar uma atitude pois nossos indicadores no Google Analytics apresentavam uma baixa procura pelo site a partir da busca orgânica.
Comecei pelo básico do SEO, verificando todo o código xHTML em busca do que pudesse ser otimizado. Diminui o número de camadas para o link, ou seja, os posts estão vindo logo depois do domínio do site. Além disso alterei o posicionamento do Javascript do Google Analytics, que antes ficava no rodapé e agora fica logo após a tag <body>. Estas ações combinadas fizeram aumentar em 200% a visitação do site. Houve uma melhora considerável nas visitas por busca orgânica e agora temos certeza que estamos lidando com os dados mais verdadeiros possíveis. Podemos afirmar isso pois deduzimos que perdíamos métricas ao posicionar o Javascript do Google Analytics no rodapé. Como o site tem o formato de blog, certamente muitas pessoas deixavam o site antes de carregar o Javascript ou até mesmo mudavam de seção e não conseguíamos capturar essas ações. Algumas correntes dizem que é interessante posicionar o Javascript do Google Analytics no rodapé, pois se houver algum problema em seus servidores, o site poderia carregar normalmente. Mas como o nosso site tem bastante conteúdo em sua página inicial precisamso assumir esse “risco” e consideramos esta a melhor opção.


